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terça-feira, 7 de março de 2017
segunda-feira, 25 de maio de 2015
quarta-feira, 8 de abril de 2015
Rumo Ao Fim Da Picada / Soneto Rubro * Antonio Cabral Filho - Rj
SONETO RUBRO
e outros versos
*
Rumo ao Fim da Picada
Foi numa quarta-feira
De lua cheia
E nos encontramos
Na Praça Cruz Vermelha,
Como combinamos.
Mas Cupido esgrimava o espaço
Atiçando o caldeirão hormonal
E só lembro que perguntei-lhe
Se topava ir comigo
Até ao fim da picada...
- Picada, é comigo mesma!
Argüiu incisiva
*
terça-feira, 7 de abril de 2015
segunda-feira, 6 de abril de 2015
domingo, 5 de abril de 2015
sábado, 4 de abril de 2015
PASSEIO PATAXÓ / Soneto Rubro * Antonio Cabral Filho - Rj
SONETO RUBRO
e outros versos
*
Passeio Pataxó
Mas, por falar em viagens,
Há os que preferem Londres,
E eu torço para que eles
Não só visitem Londres,
Mas que se mudem para lá,
Porque eu, eu, prefiro
Perscrutar o tempo
No domingo de manhã
Pensando nas Serras do Camorim,
No Açude do Camorim,
No Pico da Pedra Branca,
No Morro Dois Irmãos,
No Rio Grande, descendo
Do Pico do Pau da Fome,
Enquanto preparo sandubas,
Que serão devorados
À beira d’água
Bem na frente dos lambaris
Com os quais dividi-los-ei...
Mas jamais porei meus pés nativos
N’alguma urbis européia
Pois não tenho meu umbigo
Soterrado em além-mar.
*
sexta-feira, 3 de abril de 2015
TRANSITÓRIO / Soneto Rubro E Outros Versos * Antonio Cabral Filho - Rj
SONETO RUBRO
e outros versos
*
Transitório
Linda menina
Padrão
topmodel
Decora
o calçadão
De
pedras portuguesas
Com
seu andar de garça
E
ao cruzar com o peão de obra
Ainda
um tenro operário
Que
realiza o palco
Do
seu desfile
Vira o rosto
Para
o lado oposto
Quiçá
pra não tingir
Suas
retinas de realidade
E
segue sua marcha solitária
Mas
talvez ela nem saiba
Que
sua estirpe representa
O
passado sórdido
Da
sociedade racista
Tantas
vezes batido
No
campo de batalha.
*
quinta-feira, 2 de abril de 2015
quarta-feira, 1 de abril de 2015
PIZARIA BRASIL / SONETO RUBRO E OUTROS VERSOS * Antonio Cabral Filho - Rj
SONETO RUBRO E OUTROS VERSOS
*
Pizzaria Brasil
Marechal Castelo Branco,
Serviçal do imperialismo,
Jamais conseguiu ser franco
Pregando o nacionalismo.
Foi pego no fogo amigo
Do General Costa e Silva,
Que sem ter ninguém consigo
Se f...deu de verde e oliva.
Mas como tudo que excede-se
Pintou logo a solução;
Puxaram à frente o Médice
Aumentando a repressão.
Quem crê, tem santo a que rogue,
Como fez o judeu Weizel,
Que após a morte do Herzog
Interrogou: Qual é Geizel?
Este, sem engano ledo,
Apelou para os profetas
E chamou o Figueiredo:
Segura aí as diretas!
Depois, todo mundo sabe,
Sai o quepe, entra a gravata.
Mas antes que o mundo acabe,
Pizzarolo é que se mata.
*
terça-feira, 31 de março de 2015
SONETO RUBRO E OUTROS VERSOS * Antonio Cabral Filho - Rj
SONETO RUBRO E OUTROS VERSOS
*
Soneto
Rubro
Não discuto o racismo
Do
soneto, branco;
Antes,
quero saber
Onde
se esconde
A
estética dos alijados.
Com ela quero fazer
Muito
verso, pé quebrado,
Todos
bem coroados
de
cocares Guaranis
para
que sejam sinais
durante
todo o caminho
e
ajudem meu povo
a
encontrar Pindorama,
e
livrar-se de uma vez
da
estética opressora
que
hostiliza nossa arte
com
a pecha de primitiva,
ingênua,
popular,
só
para submetê-la
à
sua arte vazia,
sem
referência real
e
por que ela não se encaixa
em
suas estéticas acadêmicas.
E, não adianta xingar o meu verso
De
estética mal-humorada,
Que
enquanto houver exclusão
Contra
a estética natural,
Eu
ignorarei a estética
Do
soneto, branco.
*
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015
quarta-feira, 1 de outubro de 2014
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