quinta-feira, 2 de abril de 2015
quarta-feira, 1 de abril de 2015
PIZARIA BRASIL / SONETO RUBRO E OUTROS VERSOS * Antonio Cabral Filho - Rj
SONETO RUBRO E OUTROS VERSOS
*
Pizzaria Brasil
Marechal Castelo Branco,
Serviçal do imperialismo,
Jamais conseguiu ser franco
Pregando o nacionalismo.
Foi pego no fogo amigo
Do General Costa e Silva,
Que sem ter ninguém consigo
Se f...deu de verde e oliva.
Mas como tudo que excede-se
Pintou logo a solução;
Puxaram à frente o Médice
Aumentando a repressão.
Quem crê, tem santo a que rogue,
Como fez o judeu Weizel,
Que após a morte do Herzog
Interrogou: Qual é Geizel?
Este, sem engano ledo,
Apelou para os profetas
E chamou o Figueiredo:
Segura aí as diretas!
Depois, todo mundo sabe,
Sai o quepe, entra a gravata.
Mas antes que o mundo acabe,
Pizzarolo é que se mata.
*
terça-feira, 31 de março de 2015
SONETO RUBRO E OUTROS VERSOS * Antonio Cabral Filho - Rj
SONETO RUBRO E OUTROS VERSOS
*
Soneto
Rubro
Não discuto o racismo
Do
soneto, branco;
Antes,
quero saber
Onde
se esconde
A
estética dos alijados.
Com ela quero fazer
Muito
verso, pé quebrado,
Todos
bem coroados
de
cocares Guaranis
para
que sejam sinais
durante
todo o caminho
e
ajudem meu povo
a
encontrar Pindorama,
e
livrar-se de uma vez
da
estética opressora
que
hostiliza nossa arte
com
a pecha de primitiva,
ingênua,
popular,
só
para submetê-la
à
sua arte vazia,
sem
referência real
e
por que ela não se encaixa
em
suas estéticas acadêmicas.
E, não adianta xingar o meu verso
De
estética mal-humorada,
Que
enquanto houver exclusão
Contra
a estética natural,
Eu
ignorarei a estética
Do
soneto, branco.
*
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015
Assinar:
Postagens (Atom)


